A lentidão dos dias

Os dias têm sido deliciosamente lentos

no casario do teu abraço.

A ampulheta dos desejos

não tem qualquer pressa

em precipitar-se ladeira abaixo,

o rio dos compromissos

suspendeu sua correnteza.

Os teus tantos sextos sentidos

amanhecem o pão,

engravidam de filosofia

os pequenos afazeres,

fabricam com ferramentas

sem gume o renovar-se

de se olhar para dentro.

Ao apetite da pressa

oferecemos um relógio

de parede sem corda,

exposto numa parede inexistente.



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