30 anos de casamento (25/03/2025) Há três maravilhosas décadas, no meu respirar acaso rarefeito, chegou da tua boca o oxigênio de me dar vida fora de mim. Ao ouvir teu sim recolhi lenha, juntei gravetos, até panela lavei. Comeríamos nos olhando, numa mesa simples de madeira ressuscitada. Foi pela janela que roubei tua mão, andar tão térreo e acessível que não precisaste me jogar teus cabelos. Hás de lembrar de toda ausência de promessas, pois sempre pude sem grandezas. Hei de lembrar que jamais duvidaste. Em que paraíso te sonhei, meu amor? Que construções ergui, com minhas mãos atrapalhadas, no desejo de dar um teto pra ti? A água do nosso primeiro rio voltou várias vezes, sem correnteza, nos banhamos na memória do que fomos. E seguimos, os mesmos e renovados. Queli, mulher-torre, iluminadora do sol, teu facho-sorriso é o farol das minhas navegações errantes,...