Ailton krenak
Espelham-se verdes, céu, aldeia, ontem,
as manhãs, nos olhos grávidos do Krenak.
Corre um rio doce na floresta
que é o peito dele,
enquanto no corpo do Progresso
uns olhos de chumbo espreitam as árvores,
mãos de picareta tateiam o chão rico.
Tais olhos e mãos, chumbo e picareta,
espalham a metástase do lucro
no organismo da Terra.
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