Ainda o poema
O poema pode tudo,
tem rodas, asas,
proa, polpa e relógio.
É um delírio na casca
e nos gomos das palavras.
No poema todas as brincadeiras
são possíveis e permitidas:
a meninice sequer desconfia,
a velhice se sabe grávida de infância.
E aqui já não é o poema
quem diz e se encanta,
mas a árvore do tempo.
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