Amanhã



Quero levar meu punhado de sol

à semente do esperançar. 

Sou feito de navegações costeiras,

na franja do continente sonhar,

pesca coletiva, lavoura de palavras.

Tenho a casa da infância 

enraizada na lua,

desejo crônico de ser 

pequeno agricultor

de poemas sem watts.

Sou apreciador da claridade 

pouco robusta dos vaga-lumes.

Amanhã é árvore que se planta hoje.


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