Cachoeira, 20 de agosto de 1934.

Vicentina Alves carrega vida

na pequena casa do útero. 

Caminhou algumas quadras

e está ofegante, quase cansada.

Sente o movimento da criança

e instintivamente acaricia

a própria barriga, sorrindo.

É jovem, não tem muitas certezas,

mas poderia apostar que será 

amanhã o dia do parto.

Sim, amanhã, 21 de agosto de 1934,

e será uma menina, de nome Zair.

A parteira será a avó da criança, Gaudência.

E aqui o narrador, emocionado,

antecipa alegremente o futuro:

Zair será mãe de sete filhos

e eu, Robson Alves Soares,

serei o caçula desta mãe maravilhosa. 



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