Era uma vez
Marina e Raul viviam em casas separadas
por outros relacionamentos.
Sabiam-se apenas por mãos
fugazes e assustadas.
Ela tinha ímpeto, ele fazia buquês.
Ele ofertava risos, ela esbanjava gargalhadas.
Sempre que podiam se encontravam
na casa mútua do olhar:
ali é que estava a maior das intimidades.
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