Eugênio de Andrade

Era inverno na estação do outono

quando vesti tua poesia, Eugênio.

Teus versos tinham a minha medida,

a temática me agasalhou a imaginação. 

O ritmo era um casaco de lã de corte apurado,

as estrofes eram botões impedindo

o vento frio dos poemas sem sangue.

Quando chegou o verão na casa da primavera

tua obra serviu de rio navegável 

e refrescante para o meu ardor literário.

Ao utilizar teus trajes escritos estou

sempre bem vestido para o passeio da vida.





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