Gente

 Amarrei o cabo da minha boa esperança 

ao coletivo de gente que acorda 

a manhã ainda de noite.

Gente que move o mundo 

com o trator do próprio corpo 

e arredonda as rodas quadradas do fazer.

Gente que é chuva e sol,

fazendo germinar a flor do abraço. 

Gente que constrói todas as formas do vidro

com um punhado de areia e come a labuta. 

Gente que aparafusa o mundo em jornadas 

de uma vida inteira e usa a casca grossa 

do dia para adubar o canteiro do sono.






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