Mais continente, menos ilha

Andava o poema roliço,

satisfeito de adjetivos,

sonolento de metáforas,

pesado de autorretratos.

Que caminhe até o mar,

indicou Pablo Neruda.

Deve subir nas árvores,

disse Manoel de Barros.

Mais continente, menos ilha,

lembrou Fernando Pessoa. 

Retire a pedra do caminho,

solicitou Drummond. 

Vá até a esquina

buscar quintanares,

sussurrou Manuel Bandeira.

Leveza, passarão!

admoestou Mário Quintana.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Plauto Júnior

Horizonte iluminado

Namorada