Pisei na lua
Era o mês frio, de 1969,
julho, de Cachoeira.
Vento sul, bambas novos,
peito vickvaporubizado.
Tosse, roupa seca, bolachas maria,
guaraná, mãe, mais tosse.
Um céu sem goteiras,
rua descalça, muitas poças d'água.
O reflexo trazendo o céu até o chão,
dei um grande passo para a minha
pequena humanidade febril:
pisei na lua cheia.
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