Um corpo de vinho

 

Há no vinho,
talvez embriagado,
seco, tinto de sangue,
o corpo engarrafado
de um trabalhador.
Plantou, cuidou, colheu,
todo ele um parreiral,
pisoteando os dias,
a saúde, as misérias.
No rótulo não se lê
as amarguras da uva,
pedro, ana, josé,
apenas um nome
fantasia do patrão.

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