Um corpo que chora

Ainda chora o corpo

em cujo dna a chibata

esculpiu feridas e cicatrizes.

Chora ao ver a chegada do sol

trazendo a luz que colheu na África.

Inunda-se de sal nos olhos,

numa ardência avoenga.

Em meio a tanta dor genealógica 

a garganta soluça uma flor

que jamais morreu no peito.





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