Varal do horizonte

O inverno pendura sua capa 

de tecido gasoso e cor cinza

no varal do horizonte.

A vida não tem pressa 

na vizinhança do sossego,

onde os pequenos barulhos

sentam na varanda da nossa audição.

O coqueiro teme arranhar o céu, 

olhando do alto as peripécias do tempo.

No sótão da nossa imaginação 

o sol coloca lenha na própria fogueira,

aquecendo cada recanto do verbo amar.



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