Zair Alves Soares
90 ANOS (21/08/2024)
Mãe, ainda me alimento de ti
pelo cordão umbilical que
o teu olhar amoroso me alcança.
Nutro a solidariedade que o teu fazer
me ensinou em longas jornadas
de exemplo abnegado,
onde as tuas mãos eram
o próprio pão e também o forno.
Minha primeira casa, telhado sagrado,
armazém do compromisso,
és uma fonte inesgotável de humanidade.
A palavra grandeza é pequena
para definir teu caráter,
há de se usar o tamanho do mundo
para medir tua dignidade infalível.
No ventre das tuas atitudes
se desenvolve a essência do que é
necessário para melhorar o mundo:
respeito, empatia e amorosidade atuante.
Porto, revoada, alicerce,
tens o dom de plantar futuro,
deixando a colheita para
quem precisa dela.
Tricô, acolchoado, vigília,
teu ímpeto é sempre protetor e atento.
Amo teu colo, o casaco quente
que é o teu abraço e a brisa suave
que é o teu canto de ninar.
Amo saber do teu amor por mim,
amo as nossas mais
de cinco décadas juntos
e o barbante invisível que faz
com que eu sempre encontre
o caminho de volta pra ti.
Tenho admiração pelo dedal
que te protegeu em tantas costuras
e sinto amizade pelo teu dicionário
da Língua Portuguesa que tanto
me ajudou na infância.
Amo teu pensar coletivo,
teu dna em mim e a ingenuidade
com que recebes minhas brincadeiras.
Amo te amar e amo tuas melhores obras:
minhas duas irmãs e meus quatro irmãos.
Árvore frondosa, berço itinerante,
te escolherei para ser minha mãe
novamente em todas as vidas
que acaso eu viver!!
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