Ainda o amor
Não me peça a flor roubada ao jardim,
nem o pudor dos enamorados formais.
Fala com teus botões e peça
para que saiam da casa.
Quero adentrar tua varanda,
revisitar os móveis dos teus cômodos.
E quase morrer de amor
com teus olhos em mim.
Na rota da seda do teu ventre
vou tecer teus desejos
com o bilro que é minha boca.

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