Cachoeira
Cachoeira meu norte no sul,
terra de água e semente,
lençol de tempo azul.
Nos engenhos da memória
muito arroz de festa,
prato servido de história.
Na bica da Ernesto Barros
um gole de lâmpada
que ilumina pra trás.
Cachoeira, meu delírio,
de lambretas ao vento,
da lembrança o colírio.
O começo no campinho,
olaria da vida, barco sem mar,
portão aberto do meu caminho.
Minha primeira estação,
trem de saudades,
sol de bolso, paixão.
Cachoeira esquina do mundo,
rio estacionado nos olhos,
meu gostar profundo.
Na bica da Ernesto Barros
um gole de lâmpada
que ilumina pra frente.

Cachoeira, esquina e rua inteira do meu mundo também. Amei!
ResponderExcluirQue bonito, Mirian! Valeu!!
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