Chico Abreu
Chico Trocadilho Abreu,
uma ciência de ser humano,
abreugrafia do Renascimento tardio.
Nasceu aristotélico, cresceu platônico,
fez-se socrático, inquilino da filosofia.
Um único Chico, impuramente matemático,
Pitágoras no jeito de olhar,
Arquimedes no sossego.
Euclidiano de carteirinha,
dados dois pontos distintos,
há um único Chico que os une,
organizador dos tijolos da abstração.
Num bocejo, Einstein contando estrelas.
No percorrer do espaço-tempo,
a reinvenção da órbita da lua.
Chico salvador dali e daqui,
surrealismo sempre na vanguarda.
Chiquinho Newton, de mãos prontas
para aparar a maçã caída da árvore
na hora certa, entre o intervalo
da gaita de boca e do violão.
Chico Carrilho, tocador de
flauta inigualável, fazendo do chiste
a melodia da vida,
moderador das gargalhadas.
Chico-lâmpada, iluminando o breu
do senso comum, nosso canhão
no assédio à Bastilha.
Chico-orgânico,
nossa reserva de carbono.
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