Em casa
compreensivos, repartem conosco
uma atmosfera de ternura.
Um novelo de gestos pueris
precipita-se da mesa,
desfazendo-se em cambalhotas
até envolver o vaso de onde
brotam guarda-chuvas.
Um vestido de cor imprecisa,
de um azul ainda verde,
oferece seus préstimos.
Tua perna se insinua
para o meu braço.
A saudade está nua,
um colar de tornozelo
tilinta suas preliminares.
Um bidê enrubesce sua falta de palavras,
um cabide, cúmplice, solicita meus trajes.
Sou um buquê de expectativas.

Uau!
ResponderExcluirAbraço, Mirian!
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