Geometria poética
Assim que der, pode ser amanhã à tarde,
quero namorar contigo
lá na minha cachoeira natal.
Faremos turismo nas minhas
lembranças mais antigas.
Quando o dia perder
a geometria da sua claridade
e o retorno da penumbra
envolver os caminhos,
encurvados de tão antigos,
visitaremos a bica
do poeta Ernesto Barros:
então beberei água
na concha das tuas mãos.
Comentários
Postar um comentário