José Augusto
(meu sobrinho-neto)
O pequeno Zé usou o fio da Aryadne
para escapar do labirinto uterino.
Chegou aqui semeando esperança
nessa seara que é viver com gosto.
A mãe é um suspiro só,
o pai vestiu o melhor
sorriso e levou os olhos
para passear pelo filho.
As duas avós e os dois avôs
já nem sabem
onde principia a alegria,
sabem apenas da casinha nova
na árvore do peito.
A tia já é uma pracinha
de brinquedos ensolarada.
O pequeno Zé está silencioso,
mas escuta tudo: sente que é início
e que todas as mãos oferecem amor.
Já está feliz.

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