No colo do dia
Meto a mão no bolso da memória
e retiro dele um papel com
um endereço manuscrito.
É papel raro, riqueza de museu:
Ernesto Barros, 1725.
Cachoeira do Sul-RS.
No mesmo instante ponho
minha máquina do tempo
a funcionar e ouço a algazarra
na casa de brincar:
é tempo de fabricar
as alegrias mais tenras.
Abro a porta e me vejo despindo
uma bergamota engomada.
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