No descanso
Nessas horas de descanso
da máquina que faz o dia,
há ebulição em mim.
Deixo de gorgolejar
e todo o vapor que exalo
vira nuvem que não chove.
Não sou mais barco,
(acaso fui este
peregrino flutuante?)
sou porto, porto apenas,
sem complementos conhecidos,
seguro, alegre, de galinhas,
rico, lucena, xavier, mauá.
Porto, onde todos chegam ou partem.
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