Quero de volta


Não posso com esse viver

sem a distribuição
 
generosa das palavras.

Quero o olhar limpo,

ainda que cansado.


Não posso com essa

importância do tom da pele.

Quero a casa do abraço,

miscigenação primeira.


Não posso com a profissão 

querendo ser predicado nominal.

Quero gente desatrelada 

do seu fazer remunerado.


Não posso com o adiamento 

do sol na aquarela cotidiana. 

Quero de volta a roda 

da minha primeira pracinha.



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