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O amor se mostra por essa

constelação de beijos,

vasta colcha de acariciar.


Sabe se esconder no biombo

dos compromissos diários,

no expediente de abarrotar

os silos e cicatrizar a terra.


O amor engorda de ausência,

calórica espera, rio represado,

desassossego no peito.


Não sabe da pressa do tempo,

do amanhã ferido, da rua vazia.

Foge de volta, correio de pombos,

enlace de ausência e retorno.



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