Mulher



Que não seja do coração 
este sangue que escorre
de ti mensalmente, mulher.
E que também não seja a mágoa 
da ilusão de tudo concertar. 
A seara onde plantas teus pingares 
ficará vermelha, abundante de futuro. 
Há mais (amais) neste teu riacho 
que coagula dores sem partos, 
estuário de ânimos. 
Quero ser atacado pelo 
varejo dos teus beijos.



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