Outono



Zair, Samuel e Daniel Alves Soares,
(minha mãe, meu primeiro irmão 
e meu terceiro irmão) observando,
atentamente, o cair do outono:
adivinham cada rodopio que uma folha
pode emprestar a performance do vento.
Conhecem a tosse dos minutos
quando o tempo se molha na chuva
que entra pela fresta dos sustos.
Poupam as palavras do constrangimento 
de fazerem às vezes de pregos
na casa do ombro que ofertam.
Com a sapiência apurada,
sabem-se no outono, 
apesar do olhar primaveril 
com que sempre verão.

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