Andando por um pedaço do mundo
Trabalhou no ajuste da máquina
de ouvir gorjeios e passarinhar os olhos. Respirava o verde e as curvas do caminho.
Um vento de sudeste,
com intensidade de fraca à moderada,
o empurrou na direção de noroeste.
O rebanho de moirões
estacionado ao longo da estrada
observava em silêncio
a passagem do nômade.
Era uma estrada desusada
por quem tinha pressa.
Longe, na infância de observar
os quadrúpedes dizendo muito
sem falar nada, o viajante descobriu
que não existem distâncias,
mas jeitos de caminhar.

Perfeito!
ResponderExcluirMuito obrigado, prima!!
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