Andando por um pedaço do mundo



Trabalhou no ajuste da máquina 
de ouvir gorjeios e passarinhar os olhos. Respirava o verde e as curvas do caminho. 
Um vento de sudeste, 
com intensidade de fraca à moderada, 
o empurrou na direção de noroeste. 
O rebanho de moirões
estacionado ao longo da estrada
observava em silêncio 
a passagem do nômade. 
Era uma estrada desusada 
por quem tinha pressa. 
Longe, na infância de observar 
os quadrúpedes dizendo muito 
sem falar nada, o viajante descobriu 
que não existem distâncias, 
mas jeitos de caminhar.

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