Casas
cuja única etiqueta é saber
usar a colher de pedreiro,
que construíram o invólucro
que nos protege agora.
Gente que tosse no ônibus,
que suspira os encargos
da vida em trens lotados.
Trabalhadores cujos
corpos são guindastes,
mas para quem
um de quilo de arroz
é muito pesado para o bolso.

Verdade...
ResponderExcluirValeu, Mirian!
ResponderExcluirTriste e tocante. Nota 10, Robinho!
ResponderExcluirObrigado, Denise!
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