Mundos



Sei que minhas esquinas não são 
do interesse público.
Cada um tem suas quinas,
onde os ventos brincam de redemoinho.
Sei que a água que bebo
elimina apenas a minha sede
e muitos não têm nenhum
pedacinho de rio a seu dispor.
Sei que minhas lonjuras, 
mesmo estando perto, 
não são itinerários a serem seguidos 
por quem quer que seja.
Sei que ninguém quer saber 
do cordão umbilical que me 
mantém atrelado aos trens 
que não passam mais.
Apesar de saber deste bocado de coisas,
tenho a pretensão de criar mundos,
onde cada palavra seja uma via-láctea.

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