Nosso amigo Seco partiu para o desconhecido há um ano. Levou junto décadas de convívio, deixou uma doçura de eterna criança. Era um sujeito generoso em tempo integral e jamais carregava mágoa na mochila da vida. A cada reencontro tornamos a falar sobre ele e o tom é sempre o mesmo: um cuidado, uma proteção à memória desse ser humano muito humano. Pensando bem, o Seco ainda não partiu. Vive com a gente e partirá apenas quando o último de nós for embora deste mundo.
Ao ingressarmos na BR 153 no caminho para Cachoeira, vindos pela BR 290, nas noites límpidas e de boas memórias, víamos um horizonte iluminado: era o Cruzeiro que encimava o Morro do Cascalho. A catequese geográfica da cidade, lúdica, feito vitrine de Natal.
Fico tomado de sol quando te vejo contente. Nessas horas sou capaz de fazer chover pétalas de carinho. Somos uma mistura de chuva e reencontro, suavidade e mãos despudoradas, olhos nos olhos e encantamento. Eu sempre te percebo.
Que lindo, Robinho!
ResponderExcluirMuito obrigado, prima!
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