Revisitando a casa
É tempo de colher uma lavoura antiga,
esquecida no ofício de sobreviver.
O íntimo da casa faz estalar a madeira
verde das lembranças.
Prosa e verso estão de mãos dadas
num álbum que herdei,
ao lado de uma maria
que solta baforadas,
na estação que partiu.
Um carpim, pai solteiro,
grávido de bolitas,
está pronto para o parto.
No sótão há uma balbúrdia de fantasmas,
gasparzinhos todos eles.

Que lindeza!!!
ResponderExcluirObrigado, Mirian!
ExcluirViajei até esse lugar agora!
ResponderExcluirQue beleza, Denise!
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