Um poema de amor



Após eu colher teus seios
fizeste pra mim um poema 
de amor entreaberto: 
um pedaço de seda do teu colo, 
da coxa, uma chuva que se anuncia.
Tens dedos geográficos, 
pequenos animais de arrepio.
O amor está dito, as bocas confirmam.
Ávido, colho agora todas as tuas metáforas.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Plauto Júnior

Horizonte iluminado

Namorada