Crônica do outono



Não sei distribuir pedras em alicerce,
sequer consigo desenvolver saberes
anteriores à idade do ferro, 
tais como fazer fogo, adivinhar chuva,
pescar, cozinhar e engravidar a terra.
Consigo compor mosaicos de vento,
arborizar a infância, esquinar o peito,
consigo abraçar feito amigo de longa data.
Gosto de regressar, tecer pequenas razões,
carregar ternura na algibeira do corriqueiro.
Nasci numa rua larga, calçada de crianças. 

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