Na morada



Ah, namorada, tenho a pretensão 
de que causo um oco 
na morada do teu peito 
quando estamos distantes.
Imagino que a minha ausência 
te cause um acesso de suspiros
e que a lembrança da minha voz dizendo
"te quero" cause um alvoroço 
nas janelas dos teus ouvidos.
Imagino ainda que as tuas mãos 
ficam aflitas por não poderem 
me alcançar o pólen do teu carinho
na intenção sempre renovada 
de florescer nosso querer mútuo.




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