Ternura



Posso florir as mãos que cultivaram teu jardim
quando o outono era uma criança 
na pracinha de brinquedos do mundo. 
Posso lembrar com meu corpo
da tua porta aberta e estrelada
quando a árvore do teu abraço
colhia todo o fruto disperso.
Posso outras tantas miudezas
que me valem por grandezas:
levar teu soluço num embrulho térmico
junto com teu riso que é bálsamo portátil 
e no bolso o castanho dos teus olhos
para adubar a minha ternura.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Plauto Júnior

Horizonte iluminado

Namorada