Uma cadeira para a ternura


Fui feito por quem gosta de olhar as estrelas,
gente que não olha por onde anda
e sempre tropeça na alegria.
Fui treinado para encontrar a fonte
que nunca seca e nem descansa,
fabricante da correnteza e do musgo.
Um dos primeiros ensinamentos 
que recebi foi de permanecer 
na varanda do mundo, tendo ao lado
uma cadeira para a ternura.
Como refúgio e cuidado com o horizonte 
me indicaram a gávea de um abacateiro,
no caminho dos pássaros de carreira.
Fui designado para cuidar 
do projeto do fogo,
mantendo sempre seca 
a caixa de fósforos no bolso.
Por último disseram para eu ficar atento 
para que todos recebam seu bocado de pão. 



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