Eram oito
a mãe, o pai, duas irmãs, quatro irmãos.
Eu não trouxe nada, um litro de leite,
uma muda de roupa sequer,
um quilo de arroz que fosse,
nem ao menos um Tratado sobre
as Forças e Fraquezas dos Caçulas.
Os oito tinham tudo que eu precisava.
Minha mãe era um telhado de santa fé,
meu pai uma fortaleza de muros grossos,
meus irmãos e irmãs eram lanternas,
árvores novas, descobridores do fogo,
alquimia de dar valor de ouro às bolitas,
prumo de inventar curvas nas pilhas de tijolos,
creche com pós-graduação, Kombi.
Eram oito e me aceitaram.
Ficamos nove.

Que bonito esse poema!
ResponderExcluirMuito obrigado, Bia! És uma estrofe deste poema.
ExcluirQue preciosidade!!!
ResponderExcluirObrigado, Mirian!
ExcluirLindeza!
ResponderExcluirObrigado, Denise!
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