Gente
ao coletivo de gente que acorda
a manhã ainda de noite.
Gente que move o mundo
com o trator do próprio corpo
e arredonda as rodas quadradas do fazer.
Gente que é chuva e sol fazendo germinar
a flor do abraço e a folha do cuidado.
Gente que constrói todas as formas do vidro
com um punhado de areia e come a labuta.
Gente que aparafusa o mundo em jornadas
de uma vida inteira e usa a casca grossa
do dia para adubar o canteiro do sono.

Que bonito!
ResponderExcluirValeu, prima!
Excluir