Cesto poético
Este poema começa e termina na infância.
Dois versos espiam ao redor da noite
e, num único impulso, pulam o muro
do pátio silencioso e frutífero.
Com a pressa que o medo acelera,
colhem sílabas e metáforas maduras.
Enchem o cesto poético
com a abundância da estação.
De volta à rua, na segurança da prosa,
soltam gargalhadas de estrofes.

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