Ternura
os silêncios do homem.
Queria detalhes, quem foi,
até que horas ficou.
Era uma mulher de meia-idade
há uns vinte e cinco anos.
Tinha umas belezas que
mudavam conforme a cor da roupa,
em acordo ou desacordo
com o cabelo preso ou solto,
alinhavadas por um olhar
sempre novo e incansável.
De natureza bisbilhoteira,
exclamava interrogações.
O bichinho geográfico
da curiosidade tamborilava
nos dedos dela, mas não queria
usar a autoridade de quem
dividia a cama há décadas.
O homem se lavou de serenidade
e se enxugou na preguiça de falar.
Ela fez um beicinho de adolescente
de setenta e cinco anos.
Inebriado, ele se vestiu de ternura por ela.

Que lindo Poema me apaixonei ❤️❤️🤩
ResponderExcluirMuito obrigado, Betica!!
ExcluirQue bonito!
ResponderExcluirObrigado, Denise!!
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